Em reunião na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro, com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MG) e com o SINDIEXTRA, a direção da Calcário Morro Agudo voltou a afirmar que “tem enfrentado inúmeras dificuldades contratuais e junto a credores, havendo, segundo ela, um grande esforço para a manutenção das atividades da empresa”, para “justificar” não ter cumprido o acordo de fim de ano para saldar os débitos e fazer os pagamentos de salários em atraso dos trabalhadores, bem como a regularização de encargos sociais.
O Superintendente Carlos Calazans pontuou que “tal conduta tem minado a confiança dos trabalhadores em relação à empresa, uma vez que propostas anteriormente apresentadas não foram efetivamente executadas”. Calazans destacou que “não é admissível a manutenção dos trabalhadores sem o devido pagamento, especialmente diante da ausência de quitação dos salários desde dezembro (referente ao mês de novembro), do salário de janeiro (referente ao mês de dezembro), bem como do 13º salário e do vale-alimentação”.
O presidente do SINDIEXTRA informou que o Sindicato vem recebendo inúmeras e intensas reclamações sobre a “situação insuportável vivenciada pelos trabalhadores”, sendo que alguns deles manifestam “o desejo de desligamento da empresa por não acreditarem mais nas propostas de pagamento apresentadas, considerando o histórico de descumprimentos”.
O Superintendente da SRTE-MG, que representa o Ministério do Trabalho e Emprego, propôs que a empresa apresente, até quarta-feira, dia 28 de janeiro de 2026, uma proposta formal de quitação das dívidas trabalhistas. Ficou definido, ainda, que no dia 29/01/2026 o Sindicato realizará assembleia com os trabalhadores para apresentação da proposta e deliberação sobre os encaminhamentos necessários.

ORIENTAÇÃO AOS TRABALHADORES
O SINDIEXTRA e a SRTE-MG aguardarão proposta objetiva e transparente da empresa até a próxima quarta-feira para saldar os pagamentos.
Além da regularização dos pagamentos, o Sindicato deve orientar aqueles trabalhadores que pretendam se desligar da empresa através de “rescisão indireta”, por meio de advogados da confiança dos trabalhadores, colocando o jurídico do Sindicato à disposição de todos, conforme a deliberação da assembleia.
